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UMA LUTA EM PROL DA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, DA FAMÍLIA E DA CIDADE

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

MCTI e MEC lançam chamada de apoio a eventos científicos


O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério da Educação (MEC) abriram chamada para recebimento, até o dia 22 de novembro, de propostas relacionadas à realização de feiras de ciências, mostras científicas permanentes e itinerantes – em especial, planetários móveis – em nível nacional, estadual e municipal/distrital.

Do montante de R$ 8,9 milhões previsto para o financiamento das propostas, R$ 3 milhões provêm da Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC); R$ 3 milhões da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); R$ 1,7 milhão da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis/MCTI) e mais R$ 1,2 milhão do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência do MCTI.
Os recursos serão distribuídos conforme a modalidade: nacional (valor máximo de até R$ 500 mil por proposta e até 70 bolsas), estadual/distrital (até R$ 240 mil por proposta e 20 bolsas), municipal (até R$ 50 mil por proposta e cinco bolsas) e mostras científicas itinerantes (até R$ 130 mil por proposta). Além dessas modalidades, haverá concessão de até mil bolsas de iniciação científica júnior, voltadas exclusivamente a alunos premiados e somente após a realização dos eventos, conforme o edital.
As propostas devem ser encaminhadas, somente via internet, ao site do CNPq, por meio do formulário de propostas online, disponível no link plataforma Carlos Chagas.  O edital da chamada nº 50/2012 foi lançado pelo MCTI e pelo MEC, no dia 24 de outubro último, por intermédio do Conselho, da Secis/MCTI e da Capes/MEC.
Modalidade criada pelo CNPq, as bolsas de iniciação científica júnior visam despertar a vocação científica e incentivar talentos potenciais entre estudantes do ensino fundamental, médio e profissional da rede pública, mediante sua participação em atividades de pesquisa científica ou tecnológica, orientadas por pesquisador qualificado, em instituições de ensino superior ou institutos/centros de pesquisas. Os melhores trabalhos selecionados poderão participar de feiras e mostras internacionais.
Critério
A quantidade de trabalhos científicos realizados por estudantes dos ensinos fundamental, médio, técnico, de escolas públicas e privadas é um dos principais critérios de seleção, previstos no regulamento. Para a categoria nacional, cada proposta deverá conter, no mínimo, 200 trabalhos científicos; estadual/distrital, ao menos, 80 trabalhos científicos, e na categoria municipal, devem ser apresentados, no mínimo, 40 trabalhos científicos. No caso da categoria mostra científica itinerante, a atividade de divulgação científica deverá ocorrer em diversos municípios ou regiões. A divulgação dos resultados será publicada no Diário Oficial da União (DOU) e pelo site do CNPq no dia 14 de dezembro próximo.

Texto: Denise Coelho - Ascom do MCTI


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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Educação precária ainda é obstáculo para o emprego

Mesmo com avanço na última década, formação educacional no Brasil ainda é inferior à de países desenvolvidos

Apesar dos recentes avanços na educação, o Brasil está longe de ter seus trabalhadores com o mesmo nível de escolaridade dos países desenvolvidos. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostra que 19,2 milhões de pessoas (11,5% da população nessa faixa etária) com mais de dez anos não têm nenhuma instrução ou estudaram menos de um ano.
Um reflexo do lento avanço, nos últimos dois anos, da escolaridade: em média, os brasileiros tinham 7,3 anos de estudo em 2011, ante 7,2 anos em 2009. E os reflexos disso aparecem no mercado de trabalho.
"Nos EUA, já em 1960, mais de 60% dos trabalhadores tinham pelo menos ensino médio completo e, hoje em dia, quase 90% da população está nessa situação", diz Naercio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper.
No Brasil, o cenário é bem diferente. A mão de obra ocupada tem, em média, apenas 8,4 anos de estudo, somente 12,5% dos trabalhadores têm ensino superior completo, e o ensino médio só foi concluído por 46,8% dos trabalhadores. Apenas 6,6 milhões de brasileiros estão cursando uma universidade e 73,2% deles estão na rede privada.
A educação ganha importância quando se observa que 53,6% dos desempregados não têm nível médio. E os mais jovens (33,9% tinham entre 18 e 24 anos de idade) e sem experiência (33,9% nunca trabalharam) formam essa população. "Mesmo com a desocupação tendo recuado quase 20% em dois anos, o mercado de trabalho impõe barreiras. A má formação deixou muitos jovens para trás", diz Cimar Azeredo, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE.
Informalidade. A qualidade maior dos empregos aparece no grau da informalidade. Os trabalhadores sem carteira assinada e os por conta própria, que eram 55,1% dos ocupados em 2001, agora representam 45,4%. A proporção de trabalhadores com baixa qualificação (agricultores, domésticos, ocupados no transporte e na segurança) caiu de 38%, em 2002, para 31,8%, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em estudo com os números da Pnad.
Já os de média qualificação (escriturários, atividades de atendimento ao público e vendedores) aumentaram sua participação de 42,8% para 47,2%. "O grupo com 11 anos de estudo ou mais cresceu 22 milhões de 2001 a 2011", afirma Miguel Foguel, do Ipea, coordenador do estudo.
Jessica Gomes, de 21 anos, ainda não concluiu o ensino médio, mas já fez curso de fotografia digital e básico de informática em busca de uma colocação, em Pernambuco. Ela nunca trabalhou, deixou currículos em empresas, mas não recebeu propostas. Seu irmão de 17 anos, porém, já trabalha. "Homem tem mais facilidade para arranjar emprego."
Mulheres. Amiga de Jessica, Érica Gomes Santana, também de 21 anos, concluiu o ensino médio, não fez vestibular e espera ser chamada, pois enviou currículos a várias empresas de Recife. "Já trabalhei informalmente na distribuição de panfletos. Também estou sem emprego." As mulheres realmente sofrem mais com o desemprego. A taxa para elas era de 9,1% em 2011, ante 4,9% dos homens.
A taxa de analfabetismo elevada anuncia um futuro incerto a milhões de brasileiros. O País tem 12,9 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever, uma taxa de 8,6% em 2011. Mas já foi pior: em 2009, era de 9,7%.
As estatísticas também revelam o chamado analfabetismo funcional, representado por 20,4% das pessoas com 15 anos ou mais, com menos de quatro anos de estudo completos.

Alunos de escolas públicas fazem protesto no Facebook a favor de melhoria na educação

Proposta é que usuários da rede enviem um email para autoridades alertando sobre problemas em suas escolas


Um protesto de alunos de escolas públicas de todo o País se espalhou pelo Facebook nesta segunda-feira (22). Chamado de o Dia do Basta, o movimento pede para que estudantes, pais ou educadores enviem um e-mail ao Ministério da Educação, secretárias municipais ou estaduais relatando problemas nas suas escolas. 
A iniciativa reúne diversos comentários de usuários do Facebook, que compartilharam fotos e relatos sobre falta de qualidade no ensino, além de e-mails de outras autoridades e secretárias de educação por todo o Brasil. 


protesto virtual se inspirou na página “Diário de Classe”, da estudante Isadora Faber, de 13 anos. Em agosto deste ano, Isadora chamou a atenção de milhares de pessoas denunciando os problemas da sua escola. Hoje, a página do Facebook tem mais de 344 mil seguidores e a escola onde a jovem estuda aos poucos conquistou melhorias.

Prêmio Professores do Brasil recebe inscrições até sábado; premiação é de R$ 7 mil


A 6ª edição do Prêmio Professores do Brasil está com inscrições abertas até o dia 27 de outubro, pelo site www.premioprofessoresdobrasil.mec.gov.br. O concurso seleciona e premia as melhores experiências pedagógicas desenvolvidas ou em desenvolvimento por professores das escolas públicas, em todas as etapas da educação básica.
Após enviar dos dados pela internet, é preciso imprimir o conteúdo enviado, assinar em todas as páginas e encaminhar via correio para o seguinte endereço:
PRÊMIO PROFESSORES DO BRASIL - 6a. EDIÇÃO
CAGV - Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça
Rua Ildefonso Simões Lopes, 2791 - Bairro Sanga Funga
Cep: 96060-290- Pelotas - RS - Brasil

O prêmio é dividido em duas categorias:
Categoria Temas Livres:
  • Educação Infantil;
  • Séries/Anos Iniciais do Ensino Fundamental;
  • Séries/Anos Finais do Ensino Fundamental; e
  • Ensino Médio.
Categoria Temas Específicos:
  • Educação Integral e Integrada;
  • Ciências para os anos iniciais;
  • Alfabetização nos anos iniciais do Ensino Fundamenta, e;
  • Educação Digital articulada ao desenvolvimento do currículo.
Os professores selecionados, independentemente da categoria em que concorrem, irão ganhar R$ 7.000, além de troféu e certificado. As escolas nas quais foram desenvolvidas as experiências selecionadas serão premiadas com placa comemorativa. Serão selecionadas no máximo 40 trabalhos.
O prêmio é uma iniciativa do MEC (Ministério da Educação), promovido com a colaboração de instituições parceiras. Saiba mais aqui.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Aprovada a destinação de 10% do PIB para a educação e a redução do número de alunos por sala de aula


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira o Pla­no Nacional de Educação (PNE), que prevê a aplicação até 2020 de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação. Atualmente esse percentual é inferior a 5%, apesar de ter sofrido ampliações nos últimos anos.
Aprovado em caráter conclusivo, o PNE não passará pelo plenário da Câmara e seguirá para análise no Senado. Se aprovado pelos senadores sem alterações de mérito, o texto vai para sanção presidencial.
O PNE, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC) e que sofreu muitas emendas de parlamen­tares, concretizadas no substitutivo do Senador Angelo Vanhoni (PT/PR), define objetivos, metas e estratégias até 2020 para todos os níveis de ensino brasileiro. A principal discussão gira em torno do investimento do PIB na educação.
A APEOESP participa ativamente da luta pela destinação dos 10% do PIB, que foi aprovada pela Conferência Nacional de Educação (CONAE), em 2010. Vamos continuar mobilizados até que o Senado a aprove em definitivo, seja sancionada pela Presidenta Dilma Rousseff e entre em vigor, per­mitindo ao país maiores investimentos na qualidade do ensino, na valorização e na melhor qualificação dos profissionais da educação.
Senado limita o número de alunos por sala de aula
A Comissão de Educação do Senado Federal aprovou no dia 16 de outubro em caráter terminativo Projeto de Lei do Senador Humberto Costa (PT/PE) que determina que as turmas dos 1º e 2º anos do Ensino Fundamental tenham no máximo 25 alunos e dos demais anos e Ensino Médio, 35.
A redução do número de alunos nas salas de aula é uma antiga luta da APEOESP. A reivindicação figura em sucessivas pautas aprovadas em nossos congressos, assembleias e encontros, pois a su­perlotação comprovadamente compromete a qualidade do ensino e é apontada nas pesquisas que realizamos junto à categoria como um dos fatores responsáveis pela ocorrência de casos de violência nas escolas e pelo adoecimento dos professores.
O assunto também é analisado no Parecer CNE/CEB nº 9/2009, que embasa a resolução para as novas diretrizes para os planos de carreira do magistério público, cuja relatora foi a Presidenta da APEOESP, professora Maria Izabel Azevedo Noronha. O parecer recomenda aos sistemas e redes de ensino a redução do número de alunos por sala como uma das condições para um ensino de qualidade e para a valorização dos profissionais do magistério.
O projeto segue para a Câmara dos Deputados e, depois, à sanção da Presidenta Dilma Rousseff e pode entrar em vigor em todo o país já no início do próximo ano letivo.