Representantes da Associação Limeirense de
Joias (ALJ), Cetesb, Foz do Brasil, Secretaria Municipal de Meio Ambiente,
Recursos Hídricos e Bioatividades e do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE)
reuniram-se na manhã desta terça-feira, 26 de novembro, com o prefeito Paulo
Hadich. Da pauta da reunião, constavam os seguintes itens: solicitação de
indicadores de geração de efluentes em Limeira, elaboração de estudo e pesquisa
para Sistema de Tratamento de Efluentes Industriais, estudo do zoneamento
urbano para possível instalação de tratamento, planejamento estratégico e busca
de parcerias estaduais e federais e cronograma executivo.
Participaram da reunião o secretário-chefe de
Gabinete do prefeito, Marco Aurélio Magalhães Faria Júnior, o secretário de
Meio Ambiente, Alquermes Valvasori, e o presidente do SAAE, Osmar da Silva
Júnior.
De acordo com o presidente da ALJ, Rodolfo
Dib Mereb Júnior, há um volume muito alto de efluentes gerados no município por
indústrias de vários segmentos, com descarte incorreto de parte desse material,
que pode contaminar o meio ambiente. Para ele, o custo logístico é muito alto
para transportar com segurança os efluentes, devido as empresas de tratamento
se localizarem em municípios distantes de Limeira. Mereb Júnior acredita que,
com tratamento local, as empresas poderão reduzir custos, viabilizando melhor
as operações.
Como forma de viabilizar o tratamento no
município de Limeira, foi apresentada a proposta de trabalho das empresas
Hydroquímica, representada pelo sócio-proprietário Almir Brancher; Purimetal,
pelo sócio-diretor, Luiz Fillipe Nascimento; e Saita, que compõem a Central de
Tratamento de Efluentes Líquidos e Sólidos, com a proposta de encerrar o
tratamento nas empresas de folheados e concentrá-lo na central. Os
representantes apresentaram o trabalho realizado no município de Guaporé e se
colocaram à disposição para iniciar o atendimento em Limeira.
Segundo Nascimento, atualmente a Central de
Tratamento atende 86 galvânicas somente em Guaporé. “Com a viabilização da
Central de Tratamento em Limeira, assim como em Guaporé, a central ficaria
responsável pelo transporte, coleta e análise do efluente, e a Cetesb
monitoraria todas as empresas com vínculo com a central”, explica. O gerente da
Cetesb, Adilson Rossini, vê com bons olhos essa reunião. Para ele, a instalação
da Central de Tratamento será mais uma ferramenta para combater o lançamento irregular de efluentes. "Solução
para isso tem, porém também há um custo”, diz.
Sendo os empresários do setor de folheados
favoráveis à central, o próximo passo será a instalação na cidade. Hadich
informou que a cidade possui um conjunto de incentivos fiscais às empresas que
se instalam no município. “O que for possível para diminuir custos e auxiliar
os empresários, a Prefeitura fará”.
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